Em 1962, encenei no CETA, a peça “À espera de Godot” de Samuel Beckett que é considerada Teatro do Absurdo.
Volto ao Absurdo que, neste caso, é uma história da vida, com actualidade. O insólito mora na nossa casa e não na casa do vizinho!
Está nas relações que estabelecemos com as pessoas e as coisas, que estão connosco, mas que acabam por subverter a normalidade!
O comportamento das personagens é insólito, conjugam um discurso que não é normal. Usam uma linguagem desintegrada.
Foi este desafio que foi posto a todos os intervenientes dentro ou fora do palco, num trabalho aturado e longo, que dignifica o seu querer fazer TEATRO!